Dança do Sagrado Feminino® 

DSC_0583.JPG
10256084_834778236536751_332691289672618

Porque Dança do Sagrado Feminino?

 

 Penso que todo processo de transformação e descoberta é algo feito cotidianamente, em constante construção, sempre em movimento, sempre recolhendo e expandindo como o respirar, sempre se reinventando, sempre uma dança com novas possibilidades coreográficas...

   Para entrar na ‘dança’, é preciso desconstruir tudo que nos aprisiona, ampliar horizontes, buscar conhecimentos, descobrir o mundo, a história pessoal e universal. É questionar, derrubar barreiras, é descobrir-se Ser pensante e criativo. Pois a ‘dança’ acontece dentro e fora, em cada canto de um corpo vivo, pensante e pulsante.

  Uma vez que a dança solicita níveis diferentes que constituem o ser humano, ela é em si um instrumento privilegiado para então, integrar esses diferentes níveis do ser, organizando-os dentro de uma atividade unificada.

   Afinal, a gente dança com corpo e Alma, consciente e inconsciente, coração e razão, pensamento e expressão, a gente dança sozinha e com os outros.

  Conforme Hildegard de Bingen, anunciava ainda lá na idade média, somos compostos de 4 aspectos: o cósmico, o divino, o físico e o psíquico.

  Desse modo, a dança permite articular, conversar esses aspectos de nós mesmos, todos esses níveis e que muitas vezes se apresentam como registros separados. Nós temos a tendência de compartimentalizar tudo.

  A Dança do Sagrado Feminino é uma possibilidade de repensar a constituição da pessoa que somos e da que nos tornamos, esse eterno bailar interno, entre as polaridades e as partes de si.

   É um trabalho de reintegração das partes em busca da plenitude em Ser.

  Por conta da mentalidade herdada dos pensamentos dualistas do ocidente, separamos corpo e mente, eu do outro, cindidos em dois; corpo de um lado, mente do outro.

   É preciso unificar e harmonizar quem somos; para nos descobrirmos parte do todo, sagradas e completas.

DSC_0133.JPG

  Assim como, precisamos nos desfazer das partes que nos são impostas, enfiadas goela à baixo, ditadas e apreendidas de um modo tão brutal, que desenvolvemos sobre elas o alicerce de quem achamos que somos.

  Carregamos crenças limitantes e adoecidas em cada pedaço de nossos corpos, intoxicamos nosso eu-pele, intoxicamos nosso pensar... e sofremos toda uma vida crendo que isso é o ‘normal’. Cito novamente Hildegard de Bingen para pensarmos “ Não existem doenças, mas homens doentes”.

  A Dança do Sagrado Feminino possui uma visão holística, sendo uma prática de dança meditativa e reflexiva, com o intuito de proporcionar, por meio do corpo, do pensamento e da troca no grupo de mulheres, um caminho em espiral de auto-descoberta, de despertar e de expressão, que pode levar a auto-cura, a auto-responsabilização, ao amor próprio, ao desabrochar e à vibração espiritual, num reconhecer o sagrado em si.

  A Dança do Sagrado Feminino tem inspiração na sacralidade dos ritos e das danças primordiais, nas primeiras relações do ser humano com a espiritualidade expressa pela natureza.

  É uma meditação dinâmica, enraizada nos antigos e orgânicos movimentos femininos da  dança do ventre, na força ancestral da dança afro, explorando a energia solar do flamenco, a ambiguidade entre o "staccato" e a sinuosidade do tribal e suas fusões, as muitas significações das mudras indianas, somadas às práticas de respiração, as asanas da yoga e a cumplicidade das danças circulares, tendo  como foco os princípios esotéricos da alquimia, e o trabalho mágico.

  Dança do Sagrado Feminino é praticada como uma forma de meditação viva, a oração incorporada, um trabalho em que somamos corpo, mente e espirito. Trabalhos de auto-reflexão, trabalhos de psicologia e arte-terapia para encontrar e desconstruir crenças limitantes. Textos, livros e filmes para pensarmos, estudarmos e debatermos.  

 Essa dança abraça o sagrado e incentiva ao crescimento pessoal, os exercícios servem como catalisadores e as questões como desbloqueadoras, para atingir uma maior consciência de si e de sua energia.

 

Descobrindo o corpo como fonte, o corpo como templo.

DSC_0595.JPG